segunda-feira, 13 de maio de 2013

recesso

Não que o que vou falar aqui seja novo, na verdade é até muito conhecido, infelizmente. Mas sinto que preciso escrever para registrar isso e não deixar o blog assim, um tanto quanto desleixado e com aspecto de que perdeu a importância. Dói mais do que gostaria admitir que minha escrita amuou; perderam-se as palavras, perdeu-se o sentido e tudo o que escrevo parece clichê, algo que já foi escrito com maestria por algum autor incrível ou pior, por alguma adolescente que sofre de amores e só consegue "escrever" quando apaixonada. Todas as minhas leituras andam críticas. Queria dizer que estou feliz com isso, mas o efeito é justamente o contrário: sinto-me impotente de exprimir as formas da maneira que gostaria e me sinto um fracasso por isso. Sei o que quero dizer, mas no momento em que penso em transcrever qualquer esboço de ideia, tudo parece ridículo e pequeno. Vou mesmo escrever sobre isso? E de repente é tudo clichê demais e minha impaciência é a maior do mundo. Quero ultrapassar tudo, quero pular toda essa dúvida, o amadurecimento, a forma, a base, a estrutura e partir pro texto amargurado, já feito, refeito, pensado, pronto. Talvez isso reflita minha pressa de chegar a qualquer lugar que tenho tido no dia a dia.
De qualquer forma, volto quando toda essa confusão de coisas não-ditas e não-escritas estiver passado. Quando algo me inspirar tanto a ponto de não caber numa folha de papel. Quando chorar pra escrever um trecho volte a ser libertador e não sufocante. Volto quando a vida me inspirar e pedir.
Palavras, enfim, tiraram férias.

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