quinta-feira, 23 de agosto de 2012

crise

….existencial?
  E quando me imagino no futuro, não sei se serei aquilo que quero agora. Há tantas perguntas sem respostas, tantas certezas volúveis, tantos sonhos incompletos que a possibilidade de não me reconhecer daqui a 20 anos é imensa. Sei que mudo e mudarei enquanto ser humano, só não sei até que ponto almejo tal mudança. Porque parece que tudo o que quero talvez não se concretize e tenho receio quanto às minhas frustrações.
  Temo não me encontrar quando me ver no futuro. Não conseguir achar meus ideais em mim, meus valores, minha moral. Tenho sido moldada por uma lógica diferente da qual cresci acreditando. É uma frieza a mais, uma descrença no outro e uma crença absurda na volatilidade das relações humanas. O contato com o acadêmico me fascina e me deixa acuada ao mesmo tempo; não enxergo verdade por trás das atitudes do outro.
  Penso nos amigos, na família, nos meus amores futuros. Será que em algo se assemelham ao que preconizo hoje? Se pudesse me enxergar quando madura, me reconheceria? Tenho medo do que posso me tornar. Não que eu não acredite nos caminhos que escolho, mas a vida é tão diversa e tão honesta que a radicalidade não me parece boa, ainda que eu certamente esteja errada.
  Talvez a racionalidade esteja mesmo me formando. Por ora, troquei os romances água com açúcar pelos livros de cunho acadêmico. Não reclamo; minhas descobertas têm me encantado e me feito melhor. Eu diria que não queria perder a inocência apesar disso, mas sei que é inevitável. De utópico me basta o socialismo.
  “(…) Para os existencialistas, uma vida sem significado era uma vida vazia. E, para que ela tivesse sentido, era preciso viver norteado por valores profundos e inegociáveis.”



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe sua lembrança...