domingo, 1 de maio de 2011

verdades

  Hoje ouvi o que não queria, o que não podia, o que não precisava. Minto, precisava muito. Tanto que até me recusei a acreditar naquilo que ouvia. Quando uma verdade não é óbvia fica mais difícil de lidar, porque não se quer enxergá-la. A verdade é que eu me comportei de um jeito que não senti, não previ o mal que fazia aos que estavam ao meu redor. Pois bem, sou humana. Errei tanto que preciso tentar mais uma vez, e outra e outra e ainda uma a mais para que possa me convencer de que continuarei, mesmo que as tais tentativas sejam falhas no futuro.

  Doeu demais ouvir. Falar não foi preciso, só precisei absorver aquelas palavras e tomá-las como minhas, como reconhecimento do que vim sendo nos últimos meses. Algo oco, sem fundo, incerto. Não quero isso, não quero magoar aqueles que sempre estão ao meu lado, mesmo sem um pedido meu. Aqueles que a qualquer queda estão aqui, apesar do meu silêncio. Preciso dizer que não era a minha intenção. Não há nada errado comigo, ainda que as evidências levem a outra conclusão. Estive apenas ausente, e só. Nem sei bem os motivos, só que eles me consomem. Meu inimigo estava aqui, dentro de mim e nem ao menos pude indentificá-lo.

  Chega de desapontamentos. Erguerei minha cabeça como sempre fiz e seguirei em frente, porque nada disso vai servir como justificativa.

Um comentário:

  1. Me identifiquei com coma dificuldade de assumir os erros. Não é bem assumir, mas entender, algo assim. Mas depois a gente cresce e como você disse, ergue a cabeça porque nada disso é justificativa.
    Beijos, Larah.

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