quarta-feira, 16 de março de 2011

o que é perdido

   Quero a inocência que só as crianças carregam ao olhar o mundo. A surpresa de, a cada descoberta, maravilhar-se com algo novo. Dar apenas, sem ansiar por uma troca justa, que supere o que foi oferecido. Quero a alegria do sentimento puro, sem expectativas e cobranças, com o intuito de apenas sentir, vivendo e existindo.

   O olhar mais sincero e convincente, o sorriso mais espontâneo e desconcertante, o rubor mais flagrante, sem artificialidades ou superficialidades.

   Porque uma criança não fala o que precisa, mas o que tem vontade. Não age porque lhe convém, mas porque lhe faz bem. Não retribui porque é forçada, mas por sentir-se impulsionada por sentimentos.

   Ela não erra para ferir ou magoar, mas por ser nuamente humana, em sua mais honesta forma.

   Uma criança está despida de toda a malícia e frieza que o mundo nos veste.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Pro dia nascer feliz

   Eu não me importei com nada e era exatamente isso que precisava. Parei por um instante de pensar através da mente de terceiros, esperando ver o que eles pensariam sobre minhas atitudes. Não quero preocupações com o limite entre o certo e o errado, quero apenas fazer o que achar que devo no momento certo. Não me privar de minhas vontades, desde que façam algum sentido.

   Eu me permiti não pensar no ridículo, sem sair da minha essência. Dancei quando senti vontade, ri quando não era necessário mas achei graça, aprendi a enxergar além dos meus estereótipos, criei laços com quem não imaginei criar e vi o mundo amanhecer em um início de manhã gelada e totalmente clara. Descobri o que é viver de verdade.

   Cansei de calcular o que minhas atitudes causarão a quem não me atinge mais. Não importa, deixo que falem, dou-lhes a permissão para distorcerem o quanto quiserem a minha versão de tudo, não preciso de aprovação de nada e ninguém. Diverte-me ver até onde a inutilidade humana pode ir.

   Como já dizia um novo grande amigo, “… eu quero ver o mundo girar.”