quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

reticências

O Teatro Mágico - …

“E por tanta exposição
A disposição cansou.
Secou da fonte da paciência
E nossa excelência ficou lá fora.


Solução é a solidão de nós.
Deixe eu me livrar das minhas marcas;
Deixe eu me lembrar de criar asas.


Deixa que esse verão eu faço só.
Deixa que esse verão eu faço só.
Deixa que nesse verão eu faço sol.


Só me resta agora acreditar
Que esse encontro que se deu
Não nos traduziu melhor.


A conta da saudade
Quem é que paga?
Já que estamos brigados de nada;
Já que estamos fincados em dor
.”

***

Desde que ouvi a ‘banda’ (que na verdade é um projeto) O teatro mágico, me encantei. O trecho acima é de uma música, mas não parece poesia?

ps: O nome da música é “ … ”  (reticências).

sábado, 11 de dezembro de 2010

aquela sensação nostálgica de fim de ano

  Eu não sei o que me faz pensar que a cada virada do ano tudo pode mudar. Vida, estudos, trabalhos, sonhos, amores, amizades. Será que é depois da meia noite que as coisas acontecem? Como se o fato de virarmos uma noite fizesse das nossas vidas diferente. Um tipo de esperança que não compreendo, mas aceito pelo simples fato de fazer sentir bem. Tudo o que conquistei durante o ano é lembrado e tudo o que me feriu deixando-me sangrando quero esquecer, junto com o ano que passou.

  Mas quem penso que sou pra julgar 365 dias por alguns acontecimentos? Será que não estou lembrando o que quero esquecer e esquecendo o que eu devia lembrar? E meus sorrisos, minhas conversas, meus abraços, meus objetivos? Transformei-os em tanta insignificância que me sinto covarde.

  Se pudesse resumir esse ano em uma só palavra, seria amadurecimento. Então, como um ano que significou uma mudança tão radical dentro de mim pode ser lembrado com insignificância? Não quero que ele seja lembrado assim, não enquanto tudo o que aconteceu tem, pelo contrário, muita significância para mim.

  Não sei o que esperar de 2011, assim como esperei muito de 2010. Talvez por isso não tenha sido tão satisfatório, eu esperei demais. Aconteceu o inesperado e veja como a vida é irônica. No próximo ano, só quero alcançar meu principal objetivo de ir bem no vestibular e ingressar em uma instituição pública. Apenas isso, que sempre foi o meu sonho.

  Quanto aos outros desejos, são apenas isso: meros desejos. Não quero esperar deles, das pessoas, do ano. De mim, porque eu também sou humana. E fraca, mas sempre buscando levantar.

***

  A gente sempre faz das dificuldades mais difíceis do que elas realmente são.

Foto por Paula Napolião

domingo, 5 de dezembro de 2010

Aceitação ou vazio

  Eu sei. Sei tudo o que você vai me dizer. Você e todos aqueles que prezam por minha sanidade. Se eu não precisasse ser tão dissimuladamente correta, diria a todos para me deixarem em paz, não preciso que me digam o que fazer. Se fosse preciso um conselho, eu pediria a um sábio, não a você que pensa entender algo da vida. Você apenas acha que entende, mas ninguém o faz, não na minha situação.

  Perdi horas tentando me explicar, achar justificativas que fizessem algum sentido e me dessem um rumo concreto pelo qual pudesse seguir. Acontece que não há um por que, você entende? Não quero que me entendam, não quero palavras, não quero abraços de conforto. Estou bem, aqui comigo. Tento me encontrar dentro de mim mesma, em um pedaço que ainda não foi tomado pelo torpor. Sei que ele existe e está aqui, de alguma forma adormecido pela realidade dos fatos.

  Então, por favor, guarde suas frases pré-formadas que mais parecem trechos de um livro barato de auto-ajuda. É difícil ver que não há um padrão? Não há recita, manual, bula, prospecto. A vida só acontece e eu estou tentando lidar com tudo. Ninguém tem culpa, porque essa culpa é totalmente minha. Como explicar que convivo bem com ela? Aceito-a, ela agora faz parte de mim e, sinceramente, não me incomoda mais.

  A adaptação e minha auto-aceitação são os meios de encarar a verdade. Pare de achar que não suporto deitar com esse “eu” todas as noites. “Ele” sou eu também e ninguém pode evitar.

***

  O layout do blog mudou, como vocês podem perceber! Apesar de gostar muuuito do antigo, tive que mudar. Desapegar nem sempre é fácil, mas mudanças não são sempre ruins. E eu precisava mudar um pouco :) Adorei o resultado, ficou bem a cara do blog.

Foto por Paula Napolião.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

caminhos sinuosos

 

  Não tenho medo. Me despi de tudo aquilo que me faz mal para então seguir em frente. O caminho pode ser árduo, obscuro e incerto. Posso fraquejar, mas a vontade de continuar e a certeza e confiança em mim devem ser maiores do que os obstáculos impostos pelo tempo.

  Quero acreditar que tudo é mais fácil.

Pontos de exclamação… é preciso exclamar para que a realidade não canse…” Do livro ‘Amar, verbo intransitivo’ do sábio Mário de Andrade.

Foto por Paula Napolião.