quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Sobre as dificuldades

  Coisas difíceis assustam. Assustam-nos e somos fracos para sermos indiferentes às mesmas. Fazemos muito caso de problemas até então pequenos e nos sentimos muito vulneráveis. Tudo o que não é esperado nos causa temor e espanto, e nós nos surpreendemos com nossa capacidade de aumentar situações.

  Não quero diminuir, menosprezar, desmerecer e desvalorizar qualquer problema: quero que as pessoas vejam o quanto somos insignificantes em meio a tanta coisa podre que há no mundo. Nossos problemas são, sim, pequenos se comparados a tantas barbáries e dificuldades que acometem centenas de vidas desconhecidas. Mas, claro, somos extremistas demais, desmedidos com nossas preocupações, egoístas a ponto de não conseguirmos enxergar além de nosso umbigo.

  Olhar tudo pelo lado positivo não é algo que nasce espontaneamente, mas no decorrer de nossas experiências negativas. Percebemos o quanto somos desmerecedores de toda a felicidade que nos é dada, porque nunca estamos satisfeitos. Se vencemos um obstáculo, nos permitimos pensar “Então está na hora de ser feliz, longe de problemas”. É justamente o contrário, só seremos merecedores da tal felicidade quando nosso coração não esperar nada do amanhã e se acostumar ao que recebemos para viver. Quando passarmos a não mais reclamar de tudo, mas aceitar e agradecer pelo simples fato de estarmos respirando, poderemos então nos sentir plenos, não querendo dizer que a felicidade vai ser merecida, mas sim que passaremos a ver com um olhar menos crítico e mais otimista as coisas da vida. Nossa evolução começa a partir do momento em que tivermos isso em mente e, ao aborrecermo-nos com o próximo, pensar que tudo aquilo é insignificante e pode ser resolvido através de palavras, diálogo, contato.

  Tenho dito que a vida é uma dádiva, por isso não quero ousar reclamar de nada, mesmo sendo um desafio diário ao qual tenho que passar.

  Paremos um pouco de nos preocupar demais, não pensemos tão seriamente das coisas, encaremos os problemas de frente, sem subestimá-los e tampouco superestimá-los.

  Hoje eu mudei mais um pouco.

Um comentário:

  1. Eu acho que só seremos merecedores da felicidade quando percebermos que - ora bolas! - já somos felizes. Ou pelo menos já deveriamos ser... Quantas pessoas passam fome, frio, não tem família, absolutamente nada. (E olha que ainda tem umas que mesmo assim... sorriem!) Por que teimamos tanto em sermos tristes? Por que qualquer coisinha é motivo de angústia? Por que gostamos de nos fazer de "ultra" sensíveis, aonde qualquer desafio é motivo de depressão? Em meio a tanta facilidades da nossa era, deveriamos ser os 'campeões' da alegria. As pessoas tem conforto, família, alimento, entretenimento, lazer, coisas essenciais, coisas fúteis... Mas não tem Jesus. Tá explicado.

    Lívia - http://vocabulo.confabulando.net

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