quinta-feira, 14 de outubro de 2010

máscara

Frio, calculista, descrente
Então você criou um monstro
(Uma máscara)
Não se importa com ninguém, perdeu o altruísmo
Seu egoísmo é algo natural que carrega consigo
Não quer saber de se relacionar e o faz por obrigação
Tudo o que construiu se esvaiu
Escorreu como areia entre os dedos
Não há mais tempo pra voltar atrás
Ele se satisfaz com tal solidão
Gosta da dor que isso causa pois é como um vício
O egoísmo é como um vício que ele não consegue sentir
Sente-se bem por seu desapego
Talvez ele não tenha culpa de ter nascido
Não tenha tido escolha...
Simplesmente cresceu dentro de um coração
O que o fez indiferente e sem amor
Mas ele não teve escolha
(Ou quer acreditar que não)
Foi alimentado pelas verdades e choques da realidade
Onde tudo não é mais belo como foi
Tem a consciência de que é covarde, mas não se importa
Nenhum dos sentimentos vividos anteriormente parece fazer sentido
E agora ele se alastra como uma doença infecciosa
Toma pensamentos, causa torpor
Quer ficar só e quer tudo para si
Não há mais espaço para ser sensível

               E eu me deixo levar...

Créditos da foto: aqui

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